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Como a avaliação metabólica ajuda na individualização do tratamento

Muito se ouve falar sobre metabolismo – principalmente ligando o tema com a alimentação. Mas o assunto vai muito além. Vamos começar pelo básico: você sabe o que é e como funciona o metabolismo? E, em especial, como ele influencia a saúde?

Metabolismo é uma palavra derivada do idioma grego que significa “mudança”, “troca”. Podemos definir metabolismo como o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação de nutrientes da célula.

Ou seja: são as transformações que as substâncias químicas sofrem no interior do organismo por meio de uma via metabólica. Cada etapa de transformação dos alimentos é catalisada pelas enzimas.

Existem milhares de enzimas conhecidas que regulam centenas de vias metabólicas no organismo – e a correta execução de toda essa cadeia depende de uma série de fatores, como idade, raça, sexo, origem, fatores genéticos e ambientais, padrão alimentar, flora intestinal, peso, atividade física, nível de estresse e outros.

Daí pode-se entender que cada pessoa tem um perfil metabólico único – que vai mudando naturalmente ao longo da vida e também (e principalmente) em decorrência do estilo de vida que se leva e do meio em que se vive.

Aí é que entram os exames que identificam alterações metabólicas. É por meio deles que o profissional da saúde pode propor tratamentos específicos que se adequem a cada paciente.

Diversas queixas e sintomas (que não se encaixam em nenhum diagnóstico clínico) podem estar relacionados com alterações metabólicas. Algumas vezes, o paciente pode não ter uma queixa específica e, no exame, detectam-se alterações metabólicas que, corrigidas, vão evitar o aparecimento de uma doença clínica futura.

Um perfil para cada paciente

A principal vantagem nesses exames é que permitem atuar de forma preventiva, corrigindo falhas e desequilíbrios metabólicos antes que apareça a doença clínica propriamente dita, com seus sintomas e sinais muitas vezes progressivos e irreversíveis que podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida.

Outra característica única da avaliação metabólica é que se consegue, com ela, avaliar diretamente o que acontece dentro da célula – e de uma forma ampla e detalhada, o que ajuda muito a elaborar um tratamento muito mais direto.

Os exames de avaliação metabólica podem ser feitos tanto pelo sangue quanto pela urina – e sempre em laboratórios de confiança. Neles, são dosados alguns ácidos orgânicos (que são os produtos finais do metabolismo).

Esses exames, que começam a ser mais utilizados nos dias de hoje, são indicados para todos os indivíduos adultos, saudáveis ou não, e devem ser feitos periodicamente. Crianças também podem realizar a avaliação, mas desde que exista uma razão bem clara.

A periodicidade e a especificidade do exame variam de caso a caso. Mas é certo que traçar um perfil metabólico de cada paciente ajuda, e muito, a tornar a busca pela saúde mais eficaz.

“Publicação: Flávia Pegorin / Academia de Imprensa”

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